segunda-feira, 9 de março de 2009

REALIDADE

VAMOS OUVIR ESSA BELÍSSIMA CANÇÃO QUE FALA DE DEUS



Navegando em meu PC, encontrei essa preciosidade que não conhecia e estou divulgando em meu blog pois não pode passar despercebida essas duas vozes magníficas de
CÍNTIA & SÍLVIA

sábado, 7 de março de 2009

08/03/2009 - DIA INTERNACIONAL DA MULHER

MULHERES QUE AMO E ADMIRO














1-LUÍZA MOREIRA
2-SÍLVIAMENDONÇA
3-NORMA SEGADES
4-GABY FIANDESIO
5-EFIGÊNIA COUTINHO
6-ISA MOTA
7-SÍLVIA FUENTES
8-MINHA MÃEZINHA
9-DELASNIEVE DASPET

ATRAVÉS DESSAS MULHERES, HOMENAGEIO TODAS AS MULHERES DO MUNDO!

sexta-feira, 6 de março de 2009

14 DE MARÇO - DIA NACIONAL DA POESIA


Navio Negreiro
Castro Alves

I
'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.
'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro...
'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...
'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...
Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.
Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade!
Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!
Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!
Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...
..........................................................
Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!
Albatroz! Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.

quinta-feira, 5 de março de 2009


AMIGO



Eu tenho um amigo,

Que não precisa bater

Na porta do meu coração

Ela está levemente encostada,

Para entrar, basta um leve empurrão.

Amigo de nome Carlos,

Não é vassalo

Tem ternura límpida.

Se o conhecesse a mais tempo,

Hoje seria, meu amigão.

Pelo dia de seu aniversário,

Nem a porta mais encosto,

Pra você, ela vai está sempre aberta,

Basta você chegar...

Amigo, deixe-me lhe abraçar,

Deixe-me lhe cumprimentar.

Até a estrela veio

E trouxe o luar...



Tereza Neumann

DESEJO


Quando sentimos desejo

Pelo nosso amor,

Nosso corpo sente,

Sensuais e sutis prazeres.

Em um toque,

Em um beijo...

E a vontade da loucura,

Transparece em nosso olhar,

Em pegar,

Em abraçar...

O fogo queima,

O corpo sente

E o desejo oculto,

Teima em ser transparente.

Na pele quente,

No rosto corado,

No abraço demorado...

Ah, o amor...

Nos faz perder,

A noção das coisas.

Tiramos a roupa

O desejo nos deixa nús.

E viajamos sentados em estrêlas

Para o paraíso além do céu azul.



27/12/2007 Tereza Neumann

terça-feira, 3 de março de 2009

POBRE DE MIM NOSTALGIA...


RASGO ALGUMAS PÁGINAS DO MEU DIÁRIO, SÓ MANTENHO A MINHA INFÂNCIA. ANOS CINQUENTA, ANOS SESSENTA, QUANTAS LEMBRANÇAS... NÃO EXISTIA ELETRICIDADE, SÓ UM GERADOR ILUMINANDO A CIDADE. PEQUENINA CIDADE, O MEU RINCÃO. DEPOIS DAS DEZ, SÓ A LUZ DO LUAR...
NÃO TINHA VIOLÊNCIA, NEM TV PRA ANUNCIAR. ERA BOM, SER LIVRE AO VENTO, NÃO TINHA TORMENTO, SÓ INOCÊNCIA E A ESCURIDÃO ILUMINADA PELA LUA...
BONS TEMPOS DE RUAS PACATAS, SÓ O SILÊNCIO, PRA OUVIR OS INSETOS A SIBILAR O SEU CANTO. NÃO TINHA MÁQUINAS A NOS COMANDAR, EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA NEM OUVIA-SE FALAR. TEMPOS IDOS, QUE NÃO VÃO VOLTAR...
FERRO A BRASA, ÁGUA DE POTE, BANHO DE CHUVA NA BICA, ÁGUA GELADA DA MORINGA, QUANTA TERNURA PERDIDA...
POBRE DE MIM. GUARDO TANTAS LEMBRANÇAS, SONHOS QUE MINHAS MÃOS, JÁ NÃO ALCANÇAM, CARÍCIAS DE VIDA QUE PERDI.
POBRE DE MIM...



18/08/06 TEREZA NEUMANN