segunda-feira, 12 de julho de 2010

MUNDO ABSTRATO E SURREAL


Acho que estou vivendo
Em um mundo abstrato...
A surrealidade mora ao lado,
Não é o certo ou o errado,
Só o duvidoso e o mal.
Boquiaberta fico,
Carrego comigo,
Um coração que se surpreende
Ao vê tanta maledicência e tolice,
Esbarrar em nosso olhar.
Tolice e idiotice,
Maledicência e inconseqüência,
Coisas que não consertam o mundo,
Só tendem a piorar.
Pessoas prometendo nudez,
Se algo de bom lhes premiar...
Pequeninos sofrendo,
Com malefícios em demasia,
Fazendo chorar
A alma dos pequenos, nossas crias,
Com o tremendo mal, chamado,
De pedofilia.
O desencanto move a vida do mundo,
Fere a alma e o coração,
Num ato tão profundo,
Deixa a marca do desengano,
Em um processo vil e profano,
Horrendo e desumano.
E o céu de azul pastel,
No abstracionismo e no surrealismo,
Muda a cor
Para o cinzento mórbido,
Ou o amarelo cruel...
Nesse mundo de mazelas e sofrimentos,
O mar canta um lamento,
O luar sem contentamento,
Embrulha o sal do mar,
Para ele parar de se lamentar.
O abstrato e o surreal,
Pinta o céu e seus arredores,
Enlouquecidos, como um carnaval!


12/07/2010 Tereza Neumann

Um comentário:

Ângela Coelho disse...

Quanta tristeza está expressa neste poema.
Abraços.