domingo, 27 de abril de 2008

VEJO O FUTURO EM PRANTO SECO


Pranto seco...

Vejo o futuro equidistante.

Nem água para a saliva,

Nem lágrimas para à vista.

Ensandecida,

Faço o caminho da amargura,

Vejo as crianças de hoje, amanhã,

Não tenho noção de triste agrura.

Ventos...

Nem ventos correm mais...

Tudo parado e lento,

Não vejo vida,

Tudo morreu.

Os olhos daquele moço,

Mealham agonia.

Nenhuma lágrima alivia,

Aquele seu pranto seco!

2 comentários:

Renata Marques disse...

Chorar para dentro! Habituar-se a nem engolir o choro, porque não há saliva, apenas a seca na garganta... Pereceu estar falando de mim...

Belas linhas traçadas! Gostei do teu blog e te convido a visitar o meu!

Abraço!

sueli disse...

Teka, quanta amargura no teu poema, mas infelizmente uma realidade nua e crua de sentimentos vívidos do nosso mundo atual. Parabéns