terça-feira, 23 de junho de 2009

SOMBRAS DO DELÍRIO


O NEGRUME TENEBROSO
DAS NOITES DO CAOS,
CONCERTOS E ÓPERAS,
NO CUME DO ABISMO.
ABRO A JANELA,
PARA OLHAR A PAISAGEM
E UMA GUERRA SEM TRÉGUAS,
COSPE E ESCARRA EM MINHA VISÃO.
PÉRPETUA IMAGEM, CRUA E ALGOZ,
OUÇO O SOM DO YES,
EM VEZ DE ESTAMPIDOS.
THE GATES OF DELIRIUM,
QUE APEDREJA O MEU CORAÇÃO...
UM NEVOEIRO DENSO,
APAGA A MINHA LUZ
E NA ESCURIDÃO,
PRANTOS CARRASCOS,
SUFOCAM AS CANÇÕES.
AS SOMBRAS DO DELÍRIO,
AO SABOR DE GUERRAS,
ABORTA O LÍRIO,
SEMEADO PELO AMOR.
RECORTA A PAZ,
EM FORMA DE UM QUEBRA-CABEÇA,
QUEBRA O SILÊNCIO,
COM A FÚRIA DO MAL.
FECHO A JANELA,
NÃO QUERO VER O FEIO,
QUERO A CALMA DA ALMA,
AO SOM DO YES.
IMPURA OU PURA CANÇAO,
EM MEU PEITO TRAZ PAZ
E TRAZ BRILHO,
PORTAS DO DELÍRIO,
GUERRA, NUNCA MAIS!


27/08/06 TEREZA NEUMANN

Um comentário:

Ângela Coelho disse...

Como seria bom se pudéssemos fechar a janela para não vermos nem ouvirmos o feio, o triste, o choro, a morte, ou outras coisas que nos chocam. O mundo seria tão melhor se vissemos só o que nos faz bem.
Beijos no teu coração.